A caminhada regular pode ajudar no emagrecimento e ainda beneficiar coração, cérebro e metabolismo
Entre o sedentarismo e os treinos intensos de academia, a caminhada costuma parecer simples demais para produzir resultados. Mas a atividade está longe de ser apenas uma forma de deslocamento. Segura, acessível e adequada a diferentes idades e níveis de condicionamento, ela pode contribuir para o controle do peso e trazer benefícios para o coração, o cérebro e o metabolismo.
Estudos associam a prática regular, especialmente por pelo menos 1 hora ao dia, a maior expectativa de vida e menor risco de morte por diferentes causas, incluindo doenças cardiovasculares. Os resultados podem aparecer mais lentamente do que com a corrida (em torno de 14 semanas, contra oito ou nove), mas a caminhada apresenta menor risco de lesões, o que favorece a regularidade.
Como caminhar para perder gordura
Para quem busca emagrecer, uma referência é caminhar por pelo menos 30 minutos por dia, em ritmo moderado, geralmente entre 4 e 5 km/h. A intensidade aumenta o gasto energético sem exigir esforço próximo da exaustão.
Quem está saindo do sedentarismo pode começar com 30 minutos, de três a cinco vezes por semana. Nessa fase, a simples substituição da inatividade pelo movimento regular pode favorecer uma redução progressiva do peso e da gordura corporal, sobretudo entre pessoas com maior percentual de gordura.
Já quem é fisicamente ativo pode precisar aumentar o tempo ou o ritmo da caminhada para produzir um efeito mais expressivo sobre o peso. Outra possibilidade é combinar a atividade com treino de força ou períodos de maior intensidade.
Caminhadas incorporadas à rotina, como ir a pé ao trabalho ou a um restaurante, também aumentam o gasto energético. Elas não substituem necessariamente uma sessão estruturada, mas podem contribuir para o resultado acumulado ao longo do tempo.
Benefícios que vão além da balança
A caminhada também pode melhorar a saúde metabólica. Em pessoas com diabetes tipo 2, a atividade favorece a ação da insulina e ajuda no controle da glicose, como complemento à alimentação e ao tratamento medicamentoso.
Na hipertensão, os efeitos também são relevantes. Pesquisas realizadas pela USP de Ribeirão Preto mostraram redução da pressão arterial por até 24 horas após a caminhada em pessoas com doença arterial periférica, mesmo em velocidades baixas.
O cérebro também se beneficia. Estudos da Universidade do Kansas indicam que 30 minutos diários de caminhada podem ajudar a preservar a memória, reduzir a atrofia do hipocampo e retardar a progressão da doença de Alzheimer.
A atividade ainda estimula a liberação de serotonina, neurotransmissor envolvido na regulação do humor e do sono. Por isso, a prática regular pode contribuir para reduzir o estresse, dormir melhor e proteger contra sintomas depressivos.
(Com informações do UOL)
Comentários
Postar um comentário