Técnica ajuda a combater a transpiração excessiva; entenda

Há anos, as pessoas que convivem com casos extremos de sudorese ou hiperidrose, ou seja, transpiração anormal e excessiva que não está necessariamente relacionada ao calor ou ao exercício físico, buscam tratamentos não invasivos e produtos que inibam as glândulas sudoríparas.

Uma técnica, no entanto, mostrou eficácia: a aplicação de toxina botulínica (botox) na região do corpo que produz esse incômodo. O efeito do procedimento dura de oito a nove meses.

O médico responsável deve realizar testes com amido para identificar o local das glândulas. Também é necessário fazer um controle após 21 dias, porque, diferentemente do uso do botox cosmético no rosto, nesse caso ele demora mais para fazer efeito.

Pessoas com histórico de alergia à toxina, doenças neuromusculares e mulheres grávidas ou em fase de amamentação não devem fazer a aplicação.


Estudos realizados pela Universidade de Toronto demonstram que o botox trata com sucesso a hiperidrose em 80% a 90% dos casos. A mesma instituição conclui que esse tratamento pode reduzir a sudorese em 75% por aproximadamente cinco meses.

A transpiração excessiva não afeta apenas as axilas, mas também as mãos, pés, rosto, nuca, virilha ou qualquer outra parte do corpo que possua glândulas sudoríparas.

Existem outras formas mais simples e sem aplicação de injeções para evitar a sudorese excessiva:

  • Usar roupas folgadas para minimizar os sinais de transpiração;
  • Evitar fatores que agravem a sudorese, como consumir álcool ou alimentos picantes;
  • Evitar roupas com tecidos sintéticos, como o náilon;
  • Não usar botas fechadas ou calçados esportivos que possam aumentar a transpiração dos pés;
  • Utilizar meias que absorvam a umidade e trocá-las, se possível, pelo menos duas vezes ao dia.
(Com as informações do R7)

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