Endocrinologista explica o que o crescimento de fios e unhas realmente diz sobre a saúde organismo; entenda.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a especialista reforçou que, mesmo que o crescimento de cabelos e unhas possa indicar boa circulação sanguínea, uma nutrição adequada e metabolismo equilibrado, não é possível afirmar que o indivíduo é saudável a partir de uma análise isolada.
Para ela, a saúde das unhas e dos cabelos está mais ligada à dieta. “Quando o organismo recebe nutrientes suficientes, há tendência de melhor renovação celular, o que pode acelerar o crescimento capilar e o fortalecimento das unhas de maneira saudável”, aponta.
Crescimento das unhas e dos cabelos é apenas um dos indicativos de boa saúde
Para confirmar se um indivíduo é realmente saudável, a especialista reforça que é preciso analisar o equilíbrio do organismo como um todo. “Uma pessoa saudável costuma ter boa disposição física e mental, sono reparador, digestão adequada, estabilidade emocional e exames compatíveis com equilíbrio metabólico”, explica Jacy Maria Alves.
A endocrinologista ainda explica que ter saúde não significa ausência total de sintomas. “A forma como o corpo consegue responder bem às demandas do dia a dia, recuperar-se com eficiência e manter qualidade de vida de forma contínua também é um demonstrativo de que as coisas estão indo bem”, salienta.
Intestino também entra na conta
Além das unhas e dos cabelos, a médica destaca outro sinal que muita gente ignora na hora de avaliar a própria saúde: o funcionamento do intestino. Segundo ela, a frequência com que evacuamos pode dizer muito sobre o equilíbrio do organismo.
“O intestino funciona como um reflexo do equilíbrio do organismo, influenciando imunidade, metabolismo e até saúde mental. Ainda assim, a frequência considerada saudável pode variar entre as pessoas”, explica.
Um dos aspectos que aponta para um intestino saudável costuma se manifestar pela evacuação regular — especialmente quando não há dor, esforço excessivo ou alterações nas fezes. “Existe uma faixa considerada normal pelos estudos: de três vezes por semana a três vezes por dia. O importante é respeitar o padrão de cada um, sem grandes variações e sem os sintomas citados”, orienta.
“O mais importante é manter regularidade, conforto intestinal e boa resposta digestiva, associada a hidratação, fibras e alimentação equilibrada”, complementa.
(Com informações do Metrópoles)
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