O uso prolongado de toalhas sem a higienização correta esconde perigos para a saúde. Segundo especialista o hábito pode transmitir micoses, foliculite e agravar quadros de acne
Quais doenças podem ser transmitidas?
De acordo com a dermatologista, o uso prolongado de toalhas sem a higienização adequada pode contribuir para a transmissão ou agravamento de diversas doenças de pele. Entre as citadas estão micoses, foliculite, impetigo, verrugas virais e molusco contagioso, e em pessoas com mais predisposição, o hábito também pode agravar quadros de acne.
De quanto em quanto tempo lavar?
A recomendação é que as toalhas sejam lavadas a cada três ou quatro usos. Caso permaneçam úmidas por muito tempo ou tenham sido utilizadas por alguém com alguma infecção de pele, a lavagem deve ser feita antes desse período.
Além da frequência de lavagem, alguns sinais indicam que chegou a hora de substituir a toalha definitivamente. “A toalha deve ser trocada quando perde a capacidade de absorção, apresenta odor persistente, mofo, manchas ou desgaste excessivo”, orienta Andressa.
Compartilhar toalhas é um risco
Outro hábito comum, entre algumas pessoas é o uso compartilhado de toalhas que deve ser evitado. Segundo a dermatologista, essa prática aumenta significativamente o risco de transmissão de doenças como micoses, impetigo, verrugas virais, molusco contagioso e outras infecções cutâneas.
Hábitos que aumentam a contaminação
Algumas atitudes do dia a dia favorecem a proliferação de microrganismos nas toalhas, como:
- Deixar a toalha úmida dentro do banheiro;
- Reutilizá-la por muitos dias seguidos;
- Guardá-la ainda molhada;
- Compartilhá-la com outras pessoas.
Como higienizar corretamente?
Para manter a toalha limpa e segura, a dermatologista recomenda lavá-la com sabão neutro e, sempre que o tecido permitir, utilizar água morna ou quente. Após a lavagem, o ideal é secá-la completamente, de preferência ao sol ou em secadora.
A especialista também orienta que, sempre que possível, sejam utilizadas toalhas diferentes para o corpo, rosto e pés, reduzindo o risco de contaminação cruzada. Pessoas com dermatite atópica, diabetes ou imunossupressão devem ter atenção redobrada, já que são mais suscetíveis ao desenvolvimento de infecções na pele.
(Com informações do Correio Braziliense)
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