Médica explica causas comuns da coceira no ouvido e alerta quando o sintoma indica problemas mais sérios
A coceira no ouvido é um incômodo frequente e, na maioria das vezes, surge de maneira aparentemente aleatória, sem dor ou sinais evidentes de infecção.
O sintoma pode estar relacionado a pele ressecada, dermatites, prática de esportes aquáticos, uso constante de cotonetes ou até mesmo ao simples acúmulo natural de cerúmen. Em muitos casos, trata-se de um quadro chamado otite eczematosa, uma forma de eczema que provoca irritação e descamação no canal auditivo.
De acordo com levantamentos dermatológicos internacionais, condições eczematosas representam até 30% das queixas de coceira em regiões de pele mais sensível, como o conduto auditivo.
Segundo a otorrinolaringologista Ana Carolina Coelho, a forma como cada pessoa produz cerúmen é um dos fatores mais determinantes.
“Quem produz pouca cera tem maior tendência a desenvolver eczema e coceira crônica, enquanto quem produz uma quantidade maior acaba tendo uma proteção natural”, explica.
No entanto, quando o acúmulo é excessivo, o movimento da cera dentro do canal pode gerar coceira recorrente, um quadro que costuma melhorar após limpeza realizada pelo especialista. O National Institutes of Health (NIH) estima que até 10% dos adultos apresentem retenção significativa de cerúmen em algum momento da vida.
A médica também chama atenção para hábitos modernos que agravam o problema. O uso frequente de fones de ouvido e tampões compacta a cera como um pistão, empurrando-a contra o tímpano.
Entre as doenças de pele associadas ao sintoma, o eczema é a mais comum. Ele também está fortemente ligado à dermatite seborréica, especialmente em pacientes que apresentam caspa no couro cabeludo. Já quando a coceira vem acompanhada de dor, secreção purulenta, febre ou sensação de ouvido entupido, a origem pode ser uma infecção bacteriana.
Em casos de infecção fúngica, mais frequente em idosos e diabéticos, a coceira costuma ser exageradamente intensa e persistente.
Ana Carolina alerta ainda para o risco de coçar o ouvido repetidamente. “Esse hábito pode causar feridas, sangramentos e facilitar novas infecções, piorando o quadro”, afirma.
Por isso, quando a coceira se torna frequente, agressiva ou não melhora, a orientação é procurar um otorrinolaringologista para diagnóstico e tratamento adequados.
(Com informações do iG)
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