Especialistas explicam como emoções influenciam o impulso de comer e indicam práticas que podem auxiliar no dia a dia, como respiração e suplementação
Entre a gula frequente e a compulsão alimentar está a chamada fome emocional, quando o alimento passa a cumprir uma função de conforto. Do ponto de vista fisiológico, esse comportamento envolve alterações hormonais importantes que podem levar a episódios de gula e servirem como gatilho para a compulsão alimentar que, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), afeta cerca de 4,7% da população brasileira.
Elaine Dias JK, PhD em endocrinologia e metabologia pela USP, enfatiza que a compulsão alimentar costuma surgir em momentos de exaustão emocional, estresse e ansiedade, quando o cérebro passa a buscar alívio imediato em alimentos altamente palatáveis. “No organismo, sentimentos como ansiedade, estresse e irritabilidade elevam a liberação de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse, o que pode aumentar o apetite e a preferência por alimentos ricos em açúcar e gordura”, explica a médica.
Outro mecanismo envolvido é a dopamina, neurotransmissor ligado à recompensa. “Ela é liberada em maior quantidade durante experiencias agradáveis, como comer uma das suas comidas prediletas. Essa comida gera um conforto que aumenta subitamente a dopamina no organismo, e sempre queremos repetir essa experiência, principalmente quando sentimos algum tipo de mal-estar”, acrescenta a nutricionista.
Quando esse ciclo se intensifica, as consequências vão além da alimentação. “Os episódios trazem uma sensação momentânea de conforto, mas logo em seguida vem a culpa e o arrependimento. Quando o paciente procura ajuda médica, muitas vezes já desencadeou outras doenças, como diabetes, hipertensão, colesterol elevado e alterações hepáticas”, afirma Elaine.
Estratégias simples e acessíveis podem interromper o ciclo automático entre emoção e alimento. Especialistas recomendam a prática de exercícios de respiração consciente, que ajudam a reduzir a ativação do estresse, além de manter uma rotina alimentar equilibrada, evitando longos períodos em jejum e dietas extremamente restritivas.
A suplementação alimentar também pode ser uma grande aliada no dia a dia, mediante prescrição profissional. Lucila destaca que, além de ajustes na rotina alimentar, é necessário cuidar da saúde emocional.
A Alguns suplementos podem auxiliar no equilíbrio do organismo e no controle dos episódios de gula associados ao estresse. São formulações com nutrientes que ajudam a manter a plenitude e o bem-estar”, explica Lucila. Elaine complementa que o mais importante é identificar se os episódios de comilança são esporádicos ou recorrentes, buscando auxilio profissional especializado para o controle integral a favor da saúde.
(Com informações do Poŕtal Estado de Minas)
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