Confira 5 cuidados essenciais com animais de estimação idosos

O envelhecimento é uma etapa natural da vida, mas requer cuidados extras dos tutores para assegurar conforto e bem-estar


Com o aumento da expectativa de vida de cães e gatos no Brasil, cresce também a presença de animais de estimação idosos nos lares.

O envelhecimento é uma fase natural, mas exige atenção especial dos tutores para garantir bem-estar, conforto e saúde ao longo dos anos.

A coordenadora técnica da MSD Saúde Animal, Kathia Soares, reforça a importância do acompanhamento veterinário regular e da adaptação da rotina dos pets nessa fase da vida.

Quando o pet é considerado idoso

A idade varia conforme a espécie e o porte.

“Cães de raças pequenas e médias entram na fase sênior entre 9 e 12 anos. Já os de raças grandes e gigantes chegam a essa etapa por volta dos 6 ou 7 anos. Gatos são considerados geriátricos a partir dos 10 anos”, explica.

Entre os sinais mais comuns estão menos disposição para atividades, mais tempo dormindo e dificuldade  para se levantar.

Lentidão


Segundo a especialista, a redução do ritmo pode indicar dor. “Nunca devemos encarar a lentidão como ‘apenas idade’. A osteoartrite é comum em pets idosos e precisa de avaliação veterinária”.

Ela recomenda adaptações no ambiente, como tapetes antiderrapantes, rampas, camas confortáveis e exercícios leves e frequentes.

Importância dos exames de rotina

Na fase sênior, os check-ups devem ser mais frequentes.  “O ideal é que ocorram, no mínimo, a cada seis meses”, afirma Kathia.

O acompanhamento ajuda a identificar precocemente doenças silenciosas, como problemas renais, cardíacos e diabetes. Perda de peso, aumento da sede, incontinência ou desorientação são sinais de alerta.

Alimentação adequada à idade

O metabolismo muda com o passar dos anos, e a dieta precisa acompanhar essa transformação.

“É importante optar por rações específicas para pets idosos, com menos calorias, mais fibras e nutrientes que auxiliem as articulações e a função cognitiva”, orienta a especialista, reforçando que a escolha deve ser feita com orientação veterinária.

Mudanças de comportamento


Desorientação, ansiedade e alterações no sono podem indicar a Síndrome da Disfunção Cognitiva.

“É uma condição semelhante ao Alzheimer em humanos. O diagnóstico precoce permite adotar terapias, dietas e estímulos que melhoram a qualidade de vida”, explica.

Kathia Soares ressalta que envelhecer não precisa ser  sinônimo de sofrimento.

“Muitos problemas podem ser prevenidos com cuidados consistentes ao longo da vida, como vacinação, controle de parasitas, alimentação de qualidade, exercícios adequados e acompanhamento veterinário. Assim, os pets podem viver mais e viver melhor”, conclui.

(Com informações do iG)



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