Estratégias simples ajudam as famílias a reduzir o uso digital da criançada durante as férias sem conflitos
As férias começam, os adultos pensam em descanso e as crianças entram em modo automático: sofá, celular, tablet, TV e um silêncio suspeito que só a tecnologia explica. A boa notícia é que dá para reduzir o tempo de tela sem confiscar aparelhos, sem gritos e sem precisar virar o vilão da história. Confira umas dicas a seguir.
Cortar tudo de uma vez não funciona e piora
Se você proíbe o celular, a reação imediata da criança é olhar para você como se tivesse acabado com a infância dela. Para funcionar melhor, combine horários claros para usar telas; use o próprio celular para programar limites de tempo; avise antes que o tempo vai acabar, pois o aviso prévio evita a crise. Tirar a tela de surpresa é pedir motim
Tela só perde para coisa mais interessante
Um erro comum é mandar a criança “inventar algo para fazer”. E o que pode ser feito: jogos de tabuleiro, cartas e desafios simples; atividades manuais (desenho, massinha, Lego); caça ao tesouro improvisado em casa. Ninguém larga o celular para olhar o teto.
Cansar o corpo ajuda a descansar a mente
Funciona porque criança cansada dorme melhor e pede menos tela. Ideias práticas: passeios a pé, bicicleta ou praia; brincadeiras clássicas (bola, pular corda, pique); desafios rápidos: quem anda mais, quem pula mais. À noite, o celular perde para o sono.
Use a tecnologia contra a própria tecnologia
Sim, é irônico, mas funciona. Por exemplo, ative controle parental e limite de tempo; use alarmes para marcar início e fim do uso; deixe o Wi-Fi “de férias” em certos horários. O mesmo celular que vicia também ajuda a negociar.
Adulto também precisa dar o exemplo
A cena clássica: pai pede para a criança largar o celular enquanto responde mensagem. O resultado: nenhuma autoridade moral. O que ajuda é ter momentos sem celular para todo mundo; refeições longe das telas; atividades em conjunto. Ou seja, a criança copia mais do que escuta. Tirar as crianças das telas nas férias não significa abolir a tecnologia, mas sim significa colocá-la no lugar certo. Um pouco de celular, um pouco de brincadeira.
(Com informações do Extra Online
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