OLHA SÓ! Praia: brincadeira na areia requer cuidados; é recomendável chegar cedo para fazer piscininhas e brincar à beira-mar para evitar a maior incidência do sol nas crianças; além disso, é preciso atentar para os riscos de afogamento
Praia. Brincadeira na areia da praia requer cuidados
É recomendável chegar cedo para fazer piscininhas e brincar à beira-mar para evitar a maior incidência do sol nas crianças. Além disso, é preciso atentar para os riscos de afogamentoAos fins de semana, quando muitos ainda dormem ou se preparam para os afazeres do dia, há famílias que aproveitam o sol baixo e a quietude das 7 horas da manhã para levar crianças para brincar nas praias de Fortaleza. Para muitos pequenos, a diversão não é entrar no mar ou curtir as barracas, mas brincar em pequenas piscinas naturais cavadas à beira-mar.
Por mais que a brincadeira pareça inofensiva, é preciso tomar cuidado para evitar a insolação e garantir que a cheia do mar não seja um perigo.
“Clara, volta! Fica aqui, porque a mamãe está conversando e precisa ficar de olho em você”. A intimação de Neide Rocha, 51, foi para a filha Maria Clara, de sete anos, que tentou aproveitar os minutos em que a mãe consentia entrevista ao
O POVO para sair da piscina natural em que brincava e se aventurar no mar da Praia do Futuro. “Há de se ter a atenção ininterrupta dos pais e responsáveis em relação às crianças”, lembra o tenente-coronel Ricardo Rodrigues, chefe da Comunicação do Corpo de Bombeiros.
O POVO para sair da piscina natural em que brincava e se aventurar no mar da Praia do Futuro. “Há de se ter a atenção ininterrupta dos pais e responsáveis em relação às crianças”, lembra o tenente-coronel Ricardo Rodrigues, chefe da Comunicação do Corpo de Bombeiros.
Ele pontua que, mesmo correspondendo a uma baixa lâmina d’água, as piscininhas podem causar afogamento “se a potencial vítima vier a desmaiar, ter uma convulsão ou ter as vias aéreas submergidas”. Também há riscos em relação ao mar, principalmente devido às marolas e às valas. “Esse ambiente está sujeito a mudanças”, alerta.
Cuidado
A enfermeira Rafaella Pessoa Moreira, 32, tenta estar sempre na companhia de outro adulto para levar Larissa, 4, à praia. “Jamais deixo ela sozinha, nem por um segundo”, afirmou. Outro cuidado que toma é o de passar protetor solar antes e depois de a filha se expor ao sol. “Só ficamos duas horas, no máximo”.
Reconhecendo que estes tempos estão mais quentes, a advogada Walleria Linhares, 38, não cogita deixar de ir à praia com a família. “A gente vai ter de vir mais cedo”, projetou quando o relógio passava das 8 horas e a temperatura chegava aos 30°C. Os filhos dela, Miguel, 4, e Rafael, 1, adoram cavar piscininhas na orla. “Eles preferem ficar aqui porque tem água do mar, tem movimento. Cavo só um buraquinho e eles fazem o resto”, contou o pai, Drauzio, 36.
Luciana Cysne, 35, também toma precauções. Além de receberem boas camadas de protetor solar, os filhos Lucas, 5, e Letícia, 2, brincam vestidos com blusas de manga trabalhadas para bloquear a incidência de raios ultra-violeta. Ela disse, ainda, que a família não entra no mar quando vê ondas fortes. “Mas, quando ficam só aquelas piscininhas maiores, nós vamos”.
Fonte: O Povo Online


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