OLHA SÓ! Saiba como escolher a linha de crédito mais adequada para o seu bolso


Como escolher o mais adequado?

Especialistas ouvidos pelo O POVO dão dicas sobre qual o empréstimo mais adequado na hora de comprar uma casa, um carro ou pagar dívidas, e o que se deve levar em consideração para evitar um endividamento maiorO momento não é o mais propício. A taxa de juros no Brasil está alta e o acesso ao crédito cada vez mais limitado. Mas se o empréstimo é a única opção, saiba que, dependendo do seu objetivo, existem linhas de crédito que pesam no bolso menos do que outras. Por isso, planejamento e pesquisa são duas estratégias fundamentais para assegurar uma boa economia.
“Hoje, no Brasil, se puder postergar a compra, juntando dinheiro para comprar à vista é melhor. Os juros estão muito altos. Mas se não for uma opção é importante contrair um crédito direcionado para o seu objetivo”, afirmou o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-CE), Ênio Arêa Leão.


Quanto maior a garantia, menor a taxa de juros. Linhas específicas de crédito imobiliário, por exemplo, oferecem valores mais altos aos clientes, com juros menores, porque o imóvel é dado como garantia. Se o consumidor não pagar, ele está sujeito à perda do bem.


Da mesma forma, quanto maior o prazo de pagamento, menor o valor das parcelas e maior o custo final. O vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Oliveira, dá o exemplo do financiamento de uma casa no valor de R$ 300 mil. Considerando uma taxa de juros média de 12%, se a pessoa fizer um contrato de dez anos, pagando parcelas de R$ 4.200,72, ao final, terá pago efetivamente R$ 504.086,40 pela casa. Se o financiamento fosse em 30 anos, as parcelas cairiam para R$ 2.948,01, em compensação, o custo final da operação seria de R$ 1.061.283,60.


“É uma diferença muito grande. Por isso, o ideal é tentar fazer no prazo mais curto, se a capacidade de pagamento permitir. Mas, independente disso é muito importante comparar as taxas de juros de onde vai financiar e fazer as contas observando o custo total e não somente o das parcelas”.


Juros
Mas não são apenas os juros que merecem atenção. É preciso ficar atento também às tarifas, taxas de administração e ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incidem nestas operações. A orientação dos especialistas é pesquisar ao máximo e, na hora da negociação, tirar todas as dúvidas para escolher a proposta mais adequada para não ter surpresas desagradáveis no futuro.

20%
A parcela do empréstimo não deve comprometer 20% da renda líquida

Contratos


Imóvel
Se um servidor público pretende financiar um imóvel, as taxas dos bancos públicos costumam ser mais atrativas que a dos bancos privados, explica o coordenador do curso de finanças da Universidade Federal do Ceará (UFC), Andrei Gomes. Porém, se a pessoa atua na iniciativa privada, ele diz que vale mais pesquisar as propostas de banco para banco.

“Dependendo do tipo de relacionamento que o cliente tem no banco, do tipo de conta, estas taxas podem ser mais interessantes. Por isso, vale consultar o gerente do seu banco e ver as melhores opções.

Carros
Quando o assunto é a aquisição de veículos, a situação é um pouco diferente. “O mercado é mais competitivo, por isso teria que ver mesmo as propostas de banco para banco ou para financeiras. A diferença vai estar mais em quanto à pessoa pode dar de entrada, se o carro é novo ou usado e o tipo de conta que tem”.

Muitas concessionárias em parceria com a indústria também têm feito propostas bem atrativas para conseguir fisgar o cliente, inclusive, com subsídio de juros, afirma Ênio Arêa.


CDC ou leasings
Quanto aos tipos de financiamento, o consórcio é o que oferece menor custo ao consumidor, se comparado ao Crédito Direto ao Consumidor (CDC) ou leasings. Porém, é preciso ter dinheiro para dar o lance ou aguardar ser sorteado. 

Já o leasing, também conhecido como arrendamento mercantil, é a melhor opção se a pessoa tem a intenção de ficar com o veículo por muito tempo, mas neste caso, não pode adiantar parcelas. Ao optar pelo CDC, que pode ser adquirido em bancos ou instituições financeiras, o carro é usado como garantia de pagamento, fica desde o início no nome do proprietário e é possível adiantar parcelas.


Dívidas
Trocar dívidas mais caras por outras mais baratas é a forma de empréstimo mais recomendada por especialistas. Neste sentido, os consignados lideram o ranking de menores taxas, por outro lado, a oferta dele é mais limitada e está mais acessível aos servidores públicos e pensionistas. Para funcionários da iniciativa privada costuma ser um pouco mais cara, mas ainda assim em condições melhores que a de créditos pessoais.


Estes, por sua vez, são menos caros que o dos cheques especiais e os do rotativo do cartão de crédito. “Abra o jogo com o gerente, veja quanto está devendo e a melhor forma de pagar”, diz Andrei Gomes.
Fonte: O Povo Online






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